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Como a didática do afeto pode transformar a educação?

A máxima ‘o afeto é revolucionário’ também pode se aplicar à educação, é o que afirmam pesquisadores, psiquiatras e cientistas ao redor do mundo. Acredita-se que o amor e o autoconhecimento podem ser estimulados pelos educadores para que os jovens, muito além do intelectual, desenvolvam suas potencialidades naturais, amorosas e espontâneas.

A abordagem em torno dos sentimentos dentro do ambiente escolar se dá, em geral, pela ‘inteligência emocional’, mas pouco se fala sobre o amor como um jeito de ensinar. O que se propõe com a didática do afeto é que os educadores sejam mais amorosos e acolhedores, de uma forma que os estudantes sejam capazes de tomar consciência e demonstrar suas emoções. Essa ideia foi lançada em meados de 1800 pelo educador suíço Johan Heinrich Pestalozzi, mas é mais atual e necessária do que nunca.

O psiquiatra chileno Claudio Naranjo, referência em estudos de personalidade e  pesquisador em didática do afeto, afirma que, para criarmos um mundo melhor, temos de mudar a consciência humana. Para ele, a educação é o caminho mais viável porque é mais fácil mudar a consciência dos mais jovens.

Em seus artigos, Naranjo comenta que o sistema educacional atual é repressivo, cheio de imposições e ocupa o tempo do estudante com informações muitas vezes distantes dele. Diante desse cenário, o psiquiatra defende a educação para o desenvolvimento da mente, onde a criança e o adolescente sejam estimulados para o autoconhecimento. Só assim eles serão realmente capazes de mudar o mundo.

A segurança emocional passa necessariamente pelo desenvolvimento de uma inteligência emocional, social e cultural. É extremamente importante que as pessoas saibam lidar com as questões externas, como movimentos e cenários sociais, e também com as diferenças e particularidades culturais.  E a grande forma de promover isso, é proporcionando aos estudantes um ambiente de diálogos igualitários, onde se trabalhe com a criação de sentido, empatia, solidariedade, o entendimento das diferenças e a transformação de pensamentos.

Afetividade: fortalece vínculos e facilita a aprendizagem

Semear a afetividade nos processos educacionais ajuda a fortalecer os vínculos entre o estudante e a comunidade escolar, o que influencia diretamente no processo de aprendizagem. Ao aprender a lidar com as próprias emoções, o estudante se sente estimulado a participar mais das atividades, a absorver novos conhecimentos e a manter uma

Levar o amor para dentro da sala de aula permite a formação de pessoas mais solidárias, mais sensíveis, mais criativas e mais conscientes. Seres humanos mais preparados para atuarem como grandes protagonistas da transformação.

A afetividade é um elemento essencial para estimular a segurança dos estudantes, de maneira intelectual e emocional. Em um futuro não muito distante, a inteligência emocional e a saúde mental podem e devem se destacar como indicadores de qualidade de vida e desenvolvimento social.

Referências:

https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/05/claudio-naranjo-educacao-atual-produz-zumbis.html

http://www.claudionaranjo.net/pdf_files/education/education_ch_5_portuguese.pdf

http://www.uece.br/endipe2014/ebooks/livro3/177%20DID%C3%81TICA%20E%20AFETIVIDADE%20REORIENTANDO%20PROCESSOS%20FORMATIVOS.pdf

https://www.terra.com.br/noticias/educacao/como-o-afeto-e-o-amor-podem-transformar-a-educacao,19930cf2af217410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html