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Quando inserir a tecnologia na vida da criança?

Uma das questões que mais causam dúvidas entre pais de crianças em pleno início de infância é definir qual a melhor fase para permitir o acesso a celulares, tablets, computadores e outros dispositivos tecnológicos.

Não faz muito tempo, viralizou na internet um vídeo de um bebê recém-nascido que, ainda na mesa do parto, toma o tablet do pai para fazer uma pesquisa na web. A campanha é uma clara referência aos chamados nativos digitais, termo criado pelo norte-americano Marc Prensky para designar aqueles indivíduos que nasceram e cresceram com as tecnologias digitais presentes em suas vidas.

Em contraponto à precocidade que acontece com o personagem do vídeo citado, existe uma recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para que os pais evitem o uso de mídias digitais entre crianças de 0 a 3 anos de idade. De acordo com a SBP, esse é um período fundamental para o crescimento e o desenvolvimento mental, portanto, não se recomenda o oferecimento de telefone celular, smartphone ou tablet como um “brinquedo” ou “distração”, mesmo que muitas vezes se apresentar como uma boa alternativa para deixar as crianças “focadas” enquanto se exerce determinada atividade.    

Após essa idade, as tecnologias devem ser inseridas com cautela e acompanhamento dos responsáveis. Inclusive, porque quando utilizada de forma positiva e equilibrada, a tecnologia pode alavancar o desenvolvimento de diversas habilidades entre as crianças.

Tecnologia na vida das crianças: a favor do desenvolvimento?

Graças às tecnologias, temos uma fonte inesgotável de aprendizado e diversas ferramentas de construção coletiva de conhecimento. O uso de recursos tecnológicos pode oferecer inúmeros benefícios ao desenvolvimento infantil, seja por estimular o raciocínio lógico, incentivar a leitura e a escrita, despertar o interesse por novos conhecimento ou até mesmo descobrir e aprimorar desde cedo as habilidades. Para isso, o acompanhamento e orientação são imprescindíveis.

A internet, por exemplo, oferece um mundo de possibilidades para ampliar o conteúdo entre os pequenos. Pode ser por um aplicativo que reforça o aprendizado de um novo idioma, um jogo que desafie a lógica ou até mesmo plataformas online de educação complementar, como a youtzLIVE.

Segurança na internet

Muitas crianças já estão acostumadas a fazer pesquisas, seja de finalidade escolar ou apenas curiosidade, na internet. Sabem acessar sites e redes sociais com extrema facilidade e, para manter a segurança, é necessário alertar sobre eventuais riscos que a rede oferece.

Um bom caminho é ensiná-los a evitar sites perigosos e a não clicar em links suspeitos. Lembrar que nunca devem informar endereço, número de telefone e outras informações pessoais. Outras medidas, como instalar filtros de conteúdo e verificar o histórico de acesso, são recomendadas para reforçar a segurança digital.

O equilíbrio pode fazer a diferença

Associar o uso das tecnologias com outras mídias, como livros, revistas e jogos de tabuleiro pode ser fundamental para um desenvolvimento infantil mais dosado. Assim como dividir adequadamente o tempo para entretenimento e para fins pedagógicos, durante o uso dos aparelhos tecnológicos. É importante que os pequenos assimilem a ideia de que independente do objetivo, seja aprendizagem ou lazer, é necessário utilizar as tecnologias de forma consciente, com foco e disciplina, sabendo inclusive desligar o aparelho no fim das atividades.

Definir com clareza as regras, incluindo o tempo de uso, e estimular o equilíbrio entre os tipos de atividades são atitudes importantes que os pais podem adotar para que os pequenos criem uma relação saudável com as tecnologias.

 

Referências:

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/A_CRIANCA_DE_0_A_3_ANOS_E_O_MUNDO_DIGITAL.pdf

https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2018/04/7-maneiras-de-usar-tecnologia-favor-das-criancas.html

https://www.semprefamilia.com.br/uso-de-tecnologia-por-criancas-beneficio-ou-perda-da-infancia/

https://novaescola.org.br/conteudo/7681/quem-sao-os-novos-alunos-os-nativos-digitais